quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Imbecilidade Coletiva

"O homem é um imbecil coletivo!" já alertou o psicólogo J. A. Gaiarsa.

A prova dessa assertiva qualquer um pode confirmar vendo as ações dos diversos governos para salvarem bancos e empresas da crise econômica.

Quantias generosas de dinheiro, na casa dos bilhões, têm sido disponibilizadas (e a fundo perdido, podem apostar nisso) para salvar bancos, seguradoras e montadoras, entre outras.

Esse dinheiro apareceu muito rápido. Até os governos de Minas e São Paulo estão disponibilizando valores nas casas dos bilhões para ajudar empresas.

Curiosamente, quanto se trata de saúde, educação, cultura, combate a fome e à pobreza, NUNCA há recursos, mas basta um banqueiro sentir a azia de uma porção de caviar mal digerida que o governo corre com uma mala cheia de grnaa para ele!

Mas a nota triste deste quadro nem é essa atitude dos governos, mas a NATURALIDADE com que elas são recebidas por essa população coletivamente abestalhada. Poucos têm consciencia para se revoltarem contra isso. Coletivamente as coisas são aceitas com uma passividade doentia...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Obama eleito

Alguém comentou sobre meu artigo "Democracia" estadunidense: "(...)Os EUA são como uma locomotiva e quem comanda os trilhos são os Judeus do FED".

O FED é o banco central estadunidense.

O comentarista quase acertou, mas o time de comandantes é um pouco maior. Inclui as fábricas de armas e a industria petroleira, que faturaram muito alto em oito anos de governo Bush.

O primeiro ato dessa peça foi a farsa do World Trade Center, evento que deu uma desculpa e carta branca para o governo Bush invadir vários países a caça de supostos terroristas.

Um dinheirinho na época silenciou a ONU.

O primeiro a ser invadido foi o Ofeganistão. Nessa invasão a industria petroleira montou o que os analistas chamam de "a nova rota da seda", uma gigantesca linha férrea para escoar petróleo dos antigos países do bloco soviético até o mar. A maior parte dessa linha fica em território afegão e é administrada por um consórcio estadunidense.

Depois veio o Iraque e seus muitos poços de petróleo, outra fonte de altos lucros para a industria petroleira, industria da qual a familia do presidente Bush participa também.

Todas essas ações militares, claro, precisaram de muitas armas, que a industria bélica forneceu com boa vontade e "patriotismo".

No entanto, o flagrante abuso dessas ações e o desrespeito aos direitos humanos mais elementares por parte dos EUA durante esses oito anos de Bush, aumentaram a hostilidade mundial em relação aos EUA.

Para resolver isso, mais um ato dessa peça grotesca começou a ser encenado, uma operação cortina de fumaça para distrair o povogado mundial: uma crise financeira. Funcionou, as atenções voltaram-se todas para ela, mas ainda faltava mais um detalhe uma ação para melhorar a imagem dos EUA frente a opinião do povogado mundial. Essa ação surgiu na forma da eleição do primeiro negro para a presidência dos EUA.

A reação de "ESPERANÇA e OTIMISMO" do gado no mundo todo mostrou o acerto desta atitude. Afinal, o pensamento coletivo está repetindo que "se um negro pode chagar a ser presidente da nação mais poderosa do mundo, então as coisas vão melhorar". Outros, mais lucidos, mesmo concordando que há algo de estranho na ascenção meteórica de um politico de carreira incipiente à presidencia dos EUA, acreditam que ele ainda pode tomar as rédeas e mudar o jogo. Triste engano. Ou o senhor Obama representa seu papel direitinho nessa farsa ou entrará para a história como o "Kennedy negro". Ele parece ter endentido isso e já mudou algo de seu discurso agora que está eleito. A retirada IMEDIATA das tropas do Iraque de antes da eleição, tornou-se uma retirada GRADUAL, em um ano e meio e "se as condições no Iraque permitirem".

Mais um ponto antes de terminarmos: Bastou o Brasil descobrir novas reservas de petróleo, que os EUA reativaram a chamada "Quarta Frota", um destacamento da marinha para atuar nos mares do hemisfério sul... e tem gente achando que o mundo "mudou".

terça-feira, 4 de novembro de 2008

"Democracia" estadunidense

Acontece hoje, 4 de novembro, a eleição para presidente nos EUA. O país gosta de se vender como a própria essência da democracia. Mas que democracia é essa onde o voto do cidadão em nada contribui para a eleição de seu presidente?!

Na "democracia" estadunidense, o presidente é DE FATO eleito por um colegiado formado por representantes de cada um dos estados que compõe os EUA.

Tradicionalmente, os votos dos representantes de cada estado seguem a escolha da população daquele estado, mas isso não é lei, regra ou mesmo garantido, como mostraram a eleição e reeleição do presidente Bush.

Que democracia é essa???

Uma democracia do faz-de-conta, que gosta de apontar o dedo e acusar outros países de serem totalitários, num tipo de manobra para desviar a atenção do próprio autoritarismo. Pior que isso tem funcionado a contento, o que não surpreende quando se considera o poderoso arsenal de marketing que aquele país dispõe...

Obama ganha? É quase certo que sim. Uma vitória conveniente para os Republicanos, que precisam mesmo de férias depois dos 8 anos de lucros gigantescos no excelente governo promovido pelo sr Bush. É preciso deixar o país descansar, se recuperar e engordar as finanças novamente para depois se voltar a sugá-lo.

Obama é comemorado como o primeiro presidente negro do país. A elite republicana deve estar rindo gostosamente desta ingenuidade humana. A história do negro nos EUA é a do serviçal, que arruma a casa, limpa a sujeira dos patrões brancos e prepara o alimento para eles poderem usufruir quando chegarem. Obama vai ter como missão arrumar a casa, colocar as finanças em dia, consertar os estragos deixados pelos patrões brancos... para que depois eles possam voltar e usufruir de tudo isso... novamente.

Teremos um negro na Casa Branca? Provavelmente sim, mas eles não estará administrando não... só limpando a casa para seus patrões brancos poderem ocupa-la novamente.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O candidato Zezinho Sujeira


Editorial do debate final - 02/10/2008 - 87 FM de Guaxupé

Há muito tempo atrás, numa cidade bem longe daqui, havia um candidato chamado Zezinho Sujeira. O sonho dele era estar no poder. Porque além dele ser vaidoso, o salário agradava bastante.

Só que o Zezinho Sujeira tinha um monte de adversários que eram bem melhores que ele. E se dependesse da vontade do povo ele não ia ser eleito de jeito nenhum. Então o Zezinho Sujeira teve uma idéia fantástica: manipular a vontade do povo.

Ele era tã crápula e tão criativo que começou a distribuir pão pro povo. Só que dentro de cada pão tinha uma nota de 50. Olha como o Zezinho Sujeira era sujo, sem vergonha, trapaceiro! E em troca do pão recheado com uma onça, o Zezinho Sujeira só pedia que as pessoas votassem nele.

Ah, o homem tava confiante! Cheio de si. Já sonhava em pintar e bordar se fosse eleito. Aliás, QUANDO fosse eleito, porque o Zezinho Sujeira tinha comprado tanto voto, mas tanto voto, que ele seria sem dúvida alguma o mais votado naquela eleição. Entre o povo era unanimidade. A cidade inteira ia votar no Zezinho Sujeira. "Ah, ele salvou a minha vida, o dinheirinho dele caiu do céu".

Acontece, meus amigos, que às vésperas da eleição, quando todo mundo tinha ganhado um pão recheado do Zezinho Sujeira, chegou um viajante na cidade e começou a contar uma história de voto secreto. No começo, ninguém acreditou. "Mas o Zezinho sabe qual é meu título de eleitor e vai conferir na urna se eu votei nele!".

Aí o viajante explicou que, como ele seria muito bem votado, se ele perguntasse depois era só dizer que um daqueles muitos votos era o seu! E não é que a história logo se espalhou na cidade? Sim, em meio dia já tava todo mundo comentando o tal do voto secreto. E quando ele vinha perguntar se realmente a turma votaria nele, todo mundo dava um sorriso amarelo, um tapinha nas costas e dizia "mas é craro que sim, dôtor"!

Então, no dia da eleição, o Zezinho Sujeira preparou uma grande festa pra comemorar a sua vitória nas urnas. E quando começou a sair o resultado, coitado. O povo tinha sido muito mais esperto que ele. Passaram uma rasteira no homem, pegando o dinheiro e votando em outros candidatos. Naquele momento a cidade descobriu que ninguém era mais forte que a vontade do povo.

No final da apuração, nem o dono da padaria, que nunca vendeu tanto pão na vida, tinha votado no Sujeira. Arrasado, o candidato foi pra casa e foi obrigado a passar a noite inteira ouvindo a festa dos adversários. E foi um festão, cheio de fogos de artifício que eles compraram com notas de 50.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O Circo chegou!!!

Guaxupé = Lugar onde coincidências são "meras" coincidências.

O Circo chegou!!!

Um circo chega nas vésperas das elições municipais.

Se não fosse na Guaxupé que conhecemos, seria mentira.


No circo, o espetáculo da vida acontece!
- Artistas enfrentam seus limites
- Animais são expostos ao ridículo
- Espectadores são.... espectadores.

Nada como um circo para obrigar-nos a pensar no que somos, queremos e sonhamos.

Estamos na reta final das eleições municipais, hora de pensar se queremos ser artistas, animais ou espectadores - ambos fundamentais no "circo da democracia".

Só espero que não queiram que sejamos "palhaços".

Quem foi a porta da TV Sul ontem teve o prazer de presenciar um espetáculo nunca antes visto em nossa história política.
Bandeiras, fogos de artifício, palavras de ordem, gritos, vaias e palavrões. Enquanto correligionários experimentavam o êxtase, curiosos assistem boquiabertos tamanha manifestação.
Nessas horas, no coração de um romântico, pinta um certo orgulho:
Nossa cidade é amada!
Nossa democracia é robusta!
Nosso povo é politizado!
Ahhh, querida Guaxupé!!!!
Mas, um olhar em direção a Fepasa joga uma água fria em tudo: uma tenda colorida me lembra que, para a maioria dos que estão ali, tudo não passa de circo, que pena!
Circo é felicidade!
Política é responsabilidade!
- Por uma campanha política menos circense e mais democrática -
Fabio Fantini

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O que acontece???



Falar que Guaxupé é uma cidade singular é chover no molhado.

Aqui não temos mais um processo eleitoral normal, pautado no debate e na apresentação dos planos de governo dos candidatos.

É a GUERRA DAS PESQUISAS!

Nossos candidatos subestimam a inteligência dos guaxupeanos enchendo nossos ouvidos com resultados de pesquisas e nada de propostas.

Uma pena que os futuros mandatários do município apostem suas fichas no famigerado "voto útil".

Guaxupé merece mais do que isso!!!

Que Deus nos proteja de tamanha falta de compromisso com a democracia e a verdadeira política.

*Texto: Fábio Fantini
*Ilustração: Caetano Cury

quarta-feira, 13 de agosto de 2008



Bons amigos da Rede e da Praça,
Está inciado o jogo!

O Brasil é um país que adotou, desde sua última Constiuição, em 1988, o Estado Democrático de Direito como seu princípio fundamental. Tal decisão está firmada no Artigo Primeiro, o qual faço questão de reproduzir abaixo:

_______
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político. Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
________

Conhecer e defender esses princípios é direito e dever de todo cidadão brasileiro.

Aqueles que se servem da ignorância, da apatia e dos desvios de carater para alcançar, manter e até mesmo, perpetuar-se no exercício do poder, contrariando esses mesmos principios, devem ser extirpados da vida política.

_________

Estamos a dois meses das eleições que decidirão os mandatários do nosso município.
É hora do
espetáculo democrático!
Vale a pena lembrar que, como a Copa do Mundo e as Olimpiadas (1), acontecem a cada quatro anos.
Mas, ao contrário delas, as eleições não são uma disputa entre "torcidas", é muito mais que isso.
Para tanto, é importante lembrar que a palavra sufrágio pode ser, também, um ato de piedade, uma oração para os mortos.

(será que é por isso que as pessoas acendem velas para todos os lados?)

NOSSO VOTO NÃO PODE MORRER NA URNA

Se
"a democracia é o pior dos regimes, com exceção de todos os outros” (2); tentemos fazê-la da melhor forma possível

... e que deus nos proteja!


Fábio Fantini

(1) Proparoxítona não acentuada por motivos óbvios.
(2) Winston Churchill

domingo, 6 de julho de 2008

Guaxupé só tem figura


Por que justo Guaxupé???????????????



quinta-feira, 19 de junho de 2008

Em tempos de Expogado...


"O grande problema do Brasil, e da humanidade em geral, é a população bovina, que não pára de aumentar e ameaça explodir a camada de ozônio com seu peido irrelevante. Em vez de “bom dia” ou “vamos quebrar tudo” o que se destaca na paisagem é um muuuuuu uníssono e sombrio. Ninguém reage. Jamais vivemos uma época e uma vida de gado como a que vivemos hoje. Tenho a impressão de que o mundo vai acabar num grande mugido."

Marcelo Mirisola

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Indiana Jones E As Eleições 2008



sexta-feira, 13 de junho de 2008

Transtorno

sábado, 31 de maio de 2008

A Decisão

quinta-feira, 22 de maio de 2008

O Teimoso


http://chargesguaxupe.blogspot.com/

terça-feira, 20 de maio de 2008

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Desavença